quinta-feira, 10 de abril de 2014

Copa com jeitinho

A Copa do Mundo é nossa!

Mas será o Benedito? Copa no Brasil? Quanto orgulho...

O que recebemos no fim foi um balde de água fria.

Ao que tudo indica nossa vaca foi pro brejo.

 O povo brasileiro caiu no conto do vigário.

Nossos cúmplices representantes fizeram tudo nas coxas.

E nós vamos pagando o pato

Agora só nos resta engolir o sapo (mais um) e fazer o que dá...

Aeroportos remendados inaugurados sob lágrimas de crocodilo e arenas superfaturadas.

Tudo pra inglês ver...

A Copa do Mundo é nossa...de um jeito que só a gente entende.

terça-feira, 25 de março de 2014

Bolacha e Biscoito

Quatrocentos e trinta e dois quilometros separam as duas maiores cidades brasileiras. Maior que a distância física, só o acervo cultural que as duas proporcionam ao resto do país.
 
São Paulo, terra do trabalho. Rio, a cidade maravilhosa. Não que Sampa não tenha suas maravilhas, nem que São Sebastião do Rio de Janeiro não tenha belezas erguidas com suor de muito trabalho.
 
Os nascidos em uma dizem que odeiam a outra sem sequer conhecer. Eu mesmo já fui um desses. As vezes a gente ouve isso em casa e aí fica difícil desaprender. Fica tudo esquecido no vazio do "achismo".
 
Rivalidade mesmo, só na mesa de bar.
 
-É Bolacha - dizemos com a certeza de um povo que acredita não ter sotaque.
-É Bis(x)coito - respondem eles - Bo(u)lacha é um tapa na cara.
 
Eis que faltou água na outrora chamada "Terra da garoa".
 
Os governadores que não frequentam mesas de bar resolvem sentar-se para conversar.
 
-Preciso de água do Paraíba do Sul - diz o representante paulista
-Jamais permitirei que se retire água que abastece o povo do estado do Rio - rebate o colega carioca.
 
No bar do ano eleitoral, Cabral dá uma bolacha na cara de Alckmin. Não sabiam que era só brincadeira.









segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Eles não tinham esse direito

Em 1950, a celeste de Ghiggia calou nosso gigante.

Eles não tinham esse direito.

Se 1994 parecia distante demais, 1998 seria a esperada repetição do bi de 58-62. Ao nosso lado tínhamos um fenômeno no auge. Zidane e Les bleus me ensinaram que no futebol ter o melhor não significa ser o melhor.

Eles não tinham esse direito.

Em 2002 foi um alívio. Não teríamos que esperar longos 24 anos para ver o Brasil campeão. Ronaldo superou todas as adversidades que enfrentou nos anos anteriores fazendo um campeonato impecável. Contudo, Oliver Kahn e a "burrocrática" FIFA nos tiraram o título de melhor jogador daquele ano.

Eles não tinham esse direito.

Em 2006 tínhamos um time desinteressado de meiões mal puxados.

Eles não tinham esse direito.

Na África em 2010 tudo conspirava a nosso favor, exceto o humor da dupla Dunga e Felipe Melo. Até então, éramos imbatíveis fora da Europa.

Eles não tinham esse direito.

Em 2014 não se fala de bola, mas sim de como nosso governo aproveitou-se do nosso inato amor ao futebol para criar um monstro de incopetência com a gestão de recursos públicos. O que era para ser nossa maior paixão, agora alimenta nosso ódio.

Eles não tinham esse direito.


quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

O rolezinho e o protesto

A polêmica da vez em São Paulo (se espalhando pelo Brasil) estão sendo os tais rolezinhos organizado por jovens da periferia que combinam de encontros em alguns shoppings da capital. O resultado em geral é um tumulto generalizado causado por jovens desorientados, movidos por uma causa frágil e um estado muito bem preparado para descer o porrete em qualquer tipo de mobilização como de costume.

Começo minha linha de raciocínio com um exemplo que acontece todos os anos em algum lugar do Brasil.

O time A perde o campeonato pro time B. 

O muro do time A amanhece pichado com frases do tipo "vergonha", "Fora Fulaninho", "Fulanão mercenário", "Respeito com essa camiza(sic)". 

A manchete do dia seguinte: "Torcida A protesta contra perda do título". O protesto não pode ser isso, não deve ser isso!

O exemplo acima é uma demonstração de como a noção de "protesto" amplamente divulgada ao jovem brasileiro é distorcida, e por isso acaba alimentando algumas aberrações que alguns estudiosos até bem intencionados interpretam equivocadamente como fenômenos sociais frutos do abismo entre classes no Brasil. O abismo está lá, é um fato, mas considerar os tais rolezinhos uma forma legítima de protesto contra esssa situação acaba forçando a interpretação do fenômeno como a velha, e diria simplista, luta ricos x pobres quando em verdade ela não é em si uma manifestação espontânea pela mudança, mas um exemplo do que precisa ser mudado. 

Jovens marcando encontros em redes sociais em shoppings localizados próximos às suas residências não me parece ser bem um exemplo do choque de classes simplesmente porque não envolvem os extremos de uma pirâmide cuja ponta estreita pesa secularmente sobre uma base ampla e diversa. 

O pobre miserável brasileiro não me parece ser exatamente aquele individuo que confirma presença em um evento no Facebook (e vai nele), me desculpem, mas na minha visão, talvez romântica demais, o pobre brasileiro está preocupado em sustentar-se em necessidades digamos, mais básicas. "Al otro lado del rio", está o vilão da história, o estigmatizado rico brasileiro que segundo o que andam divulgando por aí é frequentador assíduo do Shopping Itaquera na Zona Leste de São Paulo, região com menor valor do metro quadrado na cidade sabe? Um luxo!....Peraí?! Quer dizer que o pobre não é tão pobre e o rico não é tão rico?! Mas e a história da sociedade perversa que exclui o pobre dos espaços na cidade? 

De alguma forma, os protestos (legítimos) de 2013 mudaram a maneira como as pessoas têm interpretado as estratégias de ação de alguns grupos. Estamos vivendo um tempo em que tudo parece legítimo, tudo parece ter uma razão nobre de ser. Há 6 meses, os médicos brasileiros pareciam estar sendo injustiçados pelo governo com a chegada de médicos cubanos e foram as ruas. Vi amplo apoio aos protestos na mídia e redes sociais, alguns deles sustentados com argumentos preconceituosos e até mesmo racistas. Hoje só se fala de comunidades beneficiadas pelos "doutores importados". Enfim, quase erramos e não podemos insistir na generalização de que toda mobilização de massa é legítima e tem motivações nobilíssimas.

Termino esse texto com a definição do verbo protestar encontrada em um dicionário. Livro simples, impessoal, e por isso, isento. Reflita...

Protestar: v.t. e v.i. Insurgir-se contra alguma coisa; reclamar; dar demonstrações de repulsa ou revolta contra alguma coisa.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Viva Mandela!


Não poderia de deixar de registrar a tristeza em saber que Nelson Mandela já não vive entre nós. Falar da história conhecida deste grande líder seria repetitivo demais para quem ler esse texto por isso vou falar o que Mandela simboliza pra mim.

O sorriso largo reforçado por olhos expressivos como o de um oriental. Interessante é que o desenho longilíneo de um olhar que torna um riso mais simpático também é o mesmo que transmite a dor de uma trajetória sofrida de luta pela dignidade do homem perante o homem. Mandela que lutou pela igualdade era diferente...

O mundo perdeu um sorriso que venceu o sofrimento e a injustiça.



Poços dos Fundos

Costumo dizer que sou da geração dos "filhos da democracia". Nasci em 1987 num país com presidente civil e tive garantido a partir dos 16 anos o direito constitucional de votar. Votei em quase o mesmo número de eleições que a meus pais e, talvez, o mesmo tanto de vezes que a minha avó.

Acho que um dos melhores produtos dessa geração é o humor livre, sem censura. É verdade que grandes humoristas surgiram em períodos não tão democráticos. As temáticas, porém, acabavam ficando limitadas e a "alma do riso" ficava no gesto, na situação e menos na ironia e na crítica direta a alguém ou a alguma situação. Os saudosistas que me perdõem, mas o humor era mais burro, mais Zorra Total.

Se os anos pré-democráticas foram marcadas por personagens "tipo" como os de Chico Anysio, Jô Soares e Trapalhões o humor desta década é o chamado "humor cara limpa". O personagem (quando existe) é uma pessoa comum descrevendo uma situação cotidiana em que "alma do riso" está na maneira como a situação é conduzida pelo protagonista ou então reside no fato de a audiência ter passado por situação complicada semelhante e "sobrevivido" à ela. É a velha máxima do "depois a gente vai rir disso tudo" coletivo.

Acho até possível traçar uma linha do tempo do humor que eu assisti que começa:

Trapalhões: Personagens tipo, humor quase circense.
Praça é nossa: Personagens tipo, humor teatral com pouco conteúdo.
Chaves: Personagens tipo, humor circense, as ironias voltam a aparecer
Casseta e Planeta: Personagens paródia (FHC, Lula, Dilma, Ronaldo), humor teatral e crítico, fortemente irônico.
Internet: Surge o humor digital com montagens, vídeos virais. O cotidiano coletivo começa a entreter.
Pânico/CQC: Humor fortemente crítico e irônico com formato jornalístico político ou de celebridades.
Stand Up: Sem personagens, "cara limpa", cotidiano coletivo impera.

Daqui pra frente vou falar sobre o que motivou esse texto que é o "Porta dos Fundos". Os criadores desse canal conseguiram unir o que classifiquei acima como humor Internet com o humor Stand Up e criaram uma nova maneira de fazer rir. Os vídeos que batem recorde de visualizações são criativas demonstrações de um humor que emprega o cotidiano coletivo para fazer rir e também para criticar. Muita gente fazia o que o Porta dos Fundos faz, mas a qualidade e roteiro fazem dos curtos vídeos uma obra prima do humor.

Assim como os antecessores, em algum momento a piada perde a graça. De alguma forma, a novidade faz parte da piada e um dia, o Porta dos Fundos vai virar uma Zorra Total. Quando? Não sei, mas isso acontecerá inevitavelmente. Engraçado isso né?










terça-feira, 15 de outubro de 2013

Darwin e Snowden

Os noticiários das últimas semanas deram destaque às denúncias de espionagem por parte de agências de inteligência americana (NSA) realizadas sistematicamente nos fluxos de informações que passam pelo território brasileiro, principalmete oriundos de China e Irã cujas redes de internet têm maiores restrições ao acesso norte-americano. O governo do Brasil declarou preocupação com as denúncias e convocou diplomatas americanos para dar explicações. 

Não sou expert em direito e relações internacionais, mas certamente liberdades individuais foram feridas com operações que parecem ter saído das telas do cinema. Aí que vem a dúvida: Filme de que época?

A espionagem fez e faz parte importante de todas as guerras travadas e/ou ensaiadas entre os povos que viveram ou vivem em conflito nesta bola de água perdida no universo. A diferença é que nos últimos anos conseguimos, ou pelo menos tentamos, forjar um esboço do que queremos ser como sociedade baseando-se em leis e tratados para garantir alguns direitos básicos a todos. Dentre eles está o direito à privacidade. 

A curiosidade é um instinto forte que trazemos no nosso DNA. Ser curioso, saber o próximo passo do predador com antecedência provavelmente significava sobreviver no mundo em que o Homo sapiens surgiu. Esse instinto persiste e influencia o que aceitamos ou não no nosso grupo ou sociedade, ou melhor, o que queremos como sociedade.

O predador de hoje para os americanos é o terrorismo e, por essa razão, parece que não há preocupação entre os americanos com o repudio estrangeiro às práticas de espionagem reveladas uma vez que elas são apenas efeitos colaterais da antecipação do bote do grande predador.

Estas práticas ferem, sem dúvida, direitos fundamentais que deveriam ser respeitados entre nações soberanas. Entretanto, vejo também um despreparo do lado brasileiro na proteção de informações e que está sendo jogado pra cima do nosso predador. Ao invés de causar indigestão, deveríamos tratar de não ser a presa.




quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Pop escrito ao contrário é Pop - 2

Senhoras e senhores, em julho desse ano postei similaridades das carreiras de Kelly Key e Anitta (Pop escrito ao contrário é Pop).

Recentemente, Anitta lançou o segundo single que está tocando nas melhores (sic) rádios do Brasil. A canção "Não para" tem um clipe mostra a própria Anitta "mostrando para o que veio" e tomando o lugar de uma cantora pop loira fictícia com nome Talitta. Mensagem subliminar? Não... eles não teriam tamanha capacidade, mas que é estranho é.

O que me motivou fazer essa parte 2 sobre Kelly Key e Anitta são os refrões do segundo single de ambas. No caso de Kelly Key, a música "Cachorrinho" traz o repetitivo refrão:

Vem aqui que agora eu tô mandando
Vem meu cachorrinho, a sua dona tá chamando(4x)

Enquanto que "Não para" Anitta vem com um refrão assustadoramente convidativo:

Vem que a gente vai mostrar para o que veio

Vem que a gente vai mostrar para o que veio
Vem, que no final a gente chega e pega fogo
Pode chegar e não para

Após está outra grande coincidência, vou lançar abaixo algumas previsões para os próximos anos de Anitta além de algumas que já fiz no primeiro texto sobre o assunto. Assim que as coisas  forem acontecendo vou postando se acertei ou não...


Previsão
Certo
Errado
Gravação de single em espanhol ou inglês em 2013/2014


Lança música com apelo infantil  - 2014


Lança DVD Ao Vivo no Maracanã - 2015


Troca os produtores e se “reinventa”


Deixa a Warner - 2017


Ouro de tolo


A expressão "ouro de tolo" ficou conhecida por designar um mineral chamado pirita cujo aspecto dourado pode ser confundido com o do ouro.

Este texto, porém, não vai explicar porque a pirita é confundida com ouro, mas sim tentar desvendar uma lenda que costuma ser difundida mundo afora sobre a composição do troféu da Copa do Mundo. Na última semana, a taça iniciou sua turnê ao redor do planeta e diversos meios de comunicação destacaram a cobiçada jóia que, para as seleções que disputarão a Copa de 2014, significa a máxima glória possível de se obter nos gramados de futebol. Para os não tão amantes do futebol, a peça chama atenção pelo luxo.

Em reportagem do G1(link), por exemplo, a taça é descrita como uma peça de "Quase 37 centímetros de altura. Pouco mais de seis quilos." e, logo em seguida, conclui: "Feita em ouro maciço. Dezoito quilates". 

É aí que a coisa fica mal explicada. Maciça? Ouro 18 quilates? seis quilos?

Talvez se a taça fosse de chumbo o absurdo ficaria mais claro ao senso crítico da maioria das pessoas. Álias, para efeito de comparação, uma taça de chumbo maciço pesaria menos que uma de ouro 18 quilates.

Não é novidade que essa informação já foi contestada por alguns cientistas há alguns anos, mas não encontrei nenhuma explicação mais a fundo. Por isso, como bom contestador, eu mesmo resolvi fazer a minha estimativa com os dados da própria reportagem e cheguei a conclusão descrita abaixo.



Densidade do Ouro 18 Quilates
16,5 g/cm3
Altura da Taça
36,8 cm (medida oficial)
Diâmetro do círculo superior
~15,5 cm (estimado)
Largura da base
~6,2 cm (estimado)
Altura da base
~16,7 (estimado)
Volume da bola
1287 cm3
Volume da base
635 cm3
Massa total
~32 kg

A medida tomada como base para os cálculos foi a altura da taça. Todas as outras foram estimadas através das medidas mostradas pelo Word. Contestável? Certamente sim, mas de qualquer forma o erro não se propagaria de forma tão grande a ponto de chegar num peso final de 32 kg, muito além dos 6 kg declarados.

Como se pode ver o resultado obtido foi subestimado visto que a base da peça foi descartada do cálculo.


E então? Pirita? Eis o nosso Ouro dos tolos.


quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Selando preconceitos



A discussão em torno da sexualidade das pessoas nunca esteve tão em alta nas discussões nos meios de comunicação e nas conversas das pessoas como hoje em dia. A Internet e as redes sociais (sempre elas) tornaram a pauta quase que onipresente em nossas vidas. Não mais como antigamente em que dizia-se, quase sempre com tom jocoso, que fulano era gay, beltrana era "sapatão". Hoje, o fulano é seu médico, amigo, irmão e a beltrana é sua vizinha, prima, mãe. E (quase) todos têm seus perfis no Facebook/Twitter e afins. Ambientes virtuais onde a normalidade de suas vidas e hábitos reais refletem a mediocridade de teses que tentem trata-las sem equidade de direitos e, pior, como doentes passíveis de cura. 
No mundo, vemos o mau exemplo russo de que nem sempre a visibilidade de uma discussão tem um desfecho racional e óbvio esperado em democracias plenas. Uma lei cujas entrelinhas sussuram o cerceamento de direitos fundamentais ao mesmo tempo são um claro grito de ódio vindo de uma fração de pessoas que a história sempre provou estarem erradas e se arrependerem. Afinal de contas, nada mais cristão que o arrependimento.

No Brasil, temos a infelicidade de ter um homofóbico e racista presidindo a Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados. Protestos marcaram as primeiras semanas de trabalho após a eleição desse homem para liderar a CDH. Porém, no país em que a maioria não tem direitos plenos, as minorias oprimidas ainda carecem de apoio midiático e político capazes de derrubar tamanha aberração. O que as vezes me preocupa é que tentam denegrir a imagem deste político insinuando uma possível homossexualidade, o que em si é um contrassenso.

No início desta semana o atacante Emerson do Corinthians publicou uma foto dando um selinho num amigo num "recado contra o preconceito". Selinhos de outras personalidades não teriam tanto impacto como este porque em geral partem de personalidades inseridas em ambientes menos conservadores como o futebolístico. É tradição nas arquibancadas a utilização de xingamentos e melodias homofóbicas do tipo "Fulaaaano viaaado". É a maneira como o individuo é diminuído neste meio. Como são paulino não preciso dizer que a piada do "Bambi" é a pedida favorita dos adversários, especialmente, e ironicamente, quando os rivais são os corinthianos. Este tipo homofobia aceita pela sociedade nunca me incomodou pelos objetivos, mas sim pelo caráter sectário da injúria. Todo esse contexto transforma a atitude de Emerson, possivelmente, em um marco na questão da sexualidade no machista futebol.

Em uma reportagem da BBC sobre homossexualismo no futebol inglês, dois terços dos torcedores entrevistados afirmaram que se sentiriam confortáveis tendo algum jogador gay na equipe. Entretanto, apenas 2% deles acreditavam não haver jogadores homossexuais na liga profissional. Estes números mostram que o torcedor, de maneira geral, está ciente da realidade, mas um terço deles simplesmente não aceitaria um jogador gay na sua equipe. link

A atitude de Emerson dificilmente vai mudar a realidade no curto prazo, mas esse "selinho" pode estar selando o fim de anos de intolerância no futebol.